| WCS 2008 - Entrevistas: Bruno e Nathália |
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| Por Webmaster | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| 04 de June de 2008 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Página 1 de 3 Em entrevista ao Cosplayers.net, Bruno de Castro e Nathália Lélis, dupla classificada no Kodama, evento realizado em Brasília, Distrito Federal, falam sobre cosplay, WCS e contam como consquistaram a vaga para a final brasileira.
Cosplayers experientes, Bruno e Nathália estão em sua terceira final no WCS, apesar de nos anos anteriores terem participado com duplas diferentes. Este ano o caminho para a classificação foi mais tortuoso, e foram necessárias duas viagens interestaduais para que pudessem garantir seu lugar entre as 15 duplas finalistas. Com persistência e talento, a dupla finalmente conseguiu sua classificação na eliminatória disputada no Kodama. Leia a entrevista onde os dois contam como foi participar das eliminatórias deste ano.
Cosplayers.net: Como você conheceu o hobby cosplay e como decidiu participar de concursos? Nathália: Bem, tive contato com o cosplay em 2004, quando conheci pessoas que o praticavam por meio de um fórum de Sailor Moon no qual eu era moderadora. Achei bacana a idéia de se fantasiar e interpretar personagens de animê e no Animecon do mesmo ano experimentei andar com um cosplay de Super Sailor Mars. A paixão pelo hobby foi imediata e não parei mais. Bruno: O hobby mesmo em 2003 no Animecon, quando vi pessoas que conhecia fazendo cosplay. Pouco mais de um ano depois estaria fazendo meu primeiro cosplay no Anime Festival, em Santos. Em 2005, subi pela primeira vez no palco, daí em diante não parei mais.
Cosnet: Vocês sempre confeccionam seus próprios cosplays? Quais materiais e técnicas vocês preferem para trabalhar? N: Eu faço questão de confeccionar boa parte do meu cosplay, tudo aquilo que estiver ao meu alcance, por mais impossível que pareça (risos). Infelizmente, eu não sei costurar, então, sempre haverá a costureira para fazer a parte dela. Mesmo assim a costureira jamais vai trabalhar sozinha (risos): tenho que supervisionar tudo, o jeito que ela está fazendo, as medidas que está colocando, se está aparecendo uma costura que não devia, etc. Começo eu mesma escolhendo e comprando todos os tecidos do cosplay. Depois levo na costureira e fico supervisionando. E os acessórios ficam por minha conta. Dou meu jeito, pesquiso técnicas, experimento materiais até ficar do jeitinho que eu quero, pois sou bastante perfeccionista. B: Por um lado sim, mas toda a parte de costura vai para a costureira. O resto eu e meus amigos fazemos. Nós temos preferência por EVA, Durepoxi, tinta, courino e madeira. São materiais presentes no nosso dia-a-dia quando estamos confeccionando algum cosplay, de quem quer que seja.
Cosnet: Quais as principais dificuldades que vocês enfrentam ao montar uma apresentação? N: A primeira delas, sem dúvida é que nossos horários não batiam e continuam não batendo. Então, temos praticamente as madrugadas, finais de semana e eventuais folgas, dias que milagrosamente não temos aula. Fico de 7h00 às 18h00 na faculdade e as aulas dele começam às 18h00 (risos). É difícil nos encontrarmos, mas a gente dá um jeito. A outra enorme dificuldade foi adaptar para o palco um jogo extremamente lúdico e que ninguém conhece. NiGHTS teve sua primeira versão para o Sega Saturn, um vídeo-game pouco popular no Brasil. Então, temos que em três minutos apresentar todos os elementos do jogo e fazer o expectador se sentir a criança visitante. Quebramos muito a cabeça para chegar ao resultado final.
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