Movimento fashion é levado à sério e envolve fãs de animê e mangá e até empresários do setor.
Os estilos urbanos de moda estão presentes em várias sociedades do mundo, e sua influência pode ser vista
até mesmo em desfiles de estilistas consagrados. No entanto, para o público jovem e fã do Japão Pop, o arquipélago
não é visto apenas como o país da animação e das histórias em quadrinhos, popularizados com seus nomes originais animê
e mangá.
A moda urbana japonesa há muito deixou de ser vista apenas em bairros japoneses como Harajuku ou Roppongi, por exemplo, e está presente
atualmente até mesmo nos eventos temáticos do Brasil, com salas super produzidas e jovens vestidos impecavelmente e
nos mais variados e consagrados estilos do oriente.
O Cosplayers.net entrevistou Akemi Matsuda, uma das representantes brasileiras notória por suas belas produções nos
estilos Gothic Lolita e Sweet Lolita. Akemi é proprietária de uma loja de artigos de animê e mangá nos arredores do
metrô Praça da Árvore, em São Paulo, e anseia (e trabalha) para ver os estilos urbanos japoneses bem compreendidos e
divulgados no Brasil. Ela viveu a infância e a adolescência no Japão e possui os dois pontos de vista: do Ociente e do Oriente a respeito de moda e de comportamento.
Segundo Akemi Matsuda, os movimentos de moda no Japão começaram em Harajuku no início da década de 1970, quando a rua
foi modernizada. Assim, as pessoas tiveram mais incentivo para desfilar suas produções pelo bairro. A moda no Japão
sempre foi muito democrática e todos se vestem até hoje da forma que mais lhe agrada em seus momentos de folga muitas
vezes, aos finais de semana. Os principais pontos de Harajuku são a estação de trem que leva o nome do
famoso bairro pop japonês, em especial suas saídas para o Parque Yoyogi e a Avenida Takeshita.
O mercado de moda no Japão é tão especializado e tão lucrativo que algumas marcas possuem lojas na Europa e nos
Estados Unidos. Exemplos não faltam, como a marca Baby, The Stars Shine Bright (estilo Gothic Lolita) que possui pontos
de venda próprios em Paris, França, e em San Francisco, EUA.
Cada estilo tem detalhes determinantes nas roupas e nos acessórios. Até mesmo os penteados e as perucas são
rigorosamente pesquisados pelos praticantes de cada estilo. No entanto, segundo Akemi, não se pode confundir estilo
urbano com cosplay, pois as duas coisas são completamente diferentes. O cosplay de um personagem, como o próprio nome
já diz, é a caracterização ou a fantasia daquele ícone de animê ou mangá. Uma pessoa vestida com um estilo específico,
como também fica claro, está curtindo uma forma de se produzir, de encarar a moda, sendo ela mesma de qualquer forma.
Não há como ficar indiferente ao ver uma garota super produzida com um lindo vestido estilo lolita, cheia de babados
e brilhos, salto alto (muitas vezes plataforma) e cores que remetem a doçura e ao encantamento, como o rosa e o azul
bebê. Adotar um estilo é manter sua porção jovem, mesmo que você já tenha entrado na idade adulta, tenha que trabalhar
num escritório a semana inteira e praticamente adotar um uniforme diário. Utilizar-se de eventos e outras oportunidades
para se produzir é abstrair e voltar a ser jovem, de alguma forma, como explica Akemi Matsuda.
Recentemente, o grupo brasileiro Harajuku Lovers, do qual Akemi faz parte e ajuda a coordenar, esteve presente na
abertura do Hello Kitty Cafe, no Bourbon Shopping, na Barra Funda, em São Paulo. O grupo foi a sensação do
dia e além de divulgar os estilos, as meninas e meninos encantaram quem passava pela loja. E essa foi apenas uma das
aparições do grupo que atualmente monta salas ricamente decoradas em eventos de animê e mangá para divulgar e conhecer
outros praticantes dos variados estilos urbanos japoneses.
No Brasil, ainda não há lojas de marcas japonesas e quem está a fim de montar seu visual precisa de muita criatividade
na customização de peças ou na confecção de visuais inteiros com tecidos apropriados. Algumas marcas possuem sites de
venda e com algum investimento, é possível importar roupas e acessórios. Akemi revela que sua marca logo terá pequenas
coleções assinadas à venda aos fãs brasileiros.
No Japão, como não poderia deixar de ser, há ainda as publicações
especializadas como a Gothic & Lolita Bible ou
revistas para garotas com dicas sobre tudo: cabelo, comportamento, maquiagem e claro, visual. É possível encontrar
scans dessas revistas na internet ou importá-las nas livrarias do bairro da Liberdade, em São Paulo.
Se você ficou com vontade de entrar nesse universo de moda, beleza e atitude, visite o site brasileiro Harajuku Lovers.
Nele, você encontra as atividades do grupo, fotos e informações e pode conhecer as pessoas que fazem parte e que estão
nos eventos divulgando a moda urbana japonesa.
Fotos: Cosplayers.net








Comentarios
espero q essa moda pegue e muito lindo.
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