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WCS 2008 - Com a palavra, os juízes

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O Cosplayers.net conversou com os juízes que estarão neste sábado, 21 de junho, na final brasileira do World Cosplay Summit – Etapa JBC Brasil. Eles falam sobre o que os cosplayers devem ou não mostrar em suas apresentações e o que vale de verdade para ganhar a tão sonhada passagem para o Japão. Algo curioso e que foi levantado por todos os entrevistados é o fator criatividade. Ser fiel ao personagem, mas fazer uma leitura criativa dentro de seu possível contexto. Para os juízes, esse é um dos grandes diferenciais para quem almeja estar num avião rumo ao arquipélago.

Veja algumas opiniões de juízes do WCS 2008.

Fabio Yabu* – juiz pela primeira vez do WCS
“Acho que o cosplayer tem que sentir o personagem, como um cantor tem que sentir a letra da musica e interpretá-la. Isso pra mim é mais importante que a indumentária".
*Escritor da série de livros infantis Princesas do Mar que virou série de TV com produção australiana. Conhecido também por sua série on-line Combo Rangers.

Jum Nakao* – juiz pela segunda vez do WCS
“Para uma boa apresentação é importante a sutileza e a detalhista fidelidade oriental na confecção dos figurinos e, a capacidade interpretativa brasileira de “baixar o Santo”, incorporar e vivificar o personagem".
* Designer. Surpreendeu o mundo da moda com o seu desfile A Costura do Invisível que posteriormente virou livro pelo Senac. Responsável por toda a ambientação da Semana do Centenário, no Anhembi Parque.

Marcelo Del Greco* – juiz pela terceira do WCS
“Além do cosplay mais próximo possível do personagem original, a atuação deve ser fiel. O cosplayer deve utilizar também a criatividade que o mangá oferecer, para sair da mesmice dentro de um contexto possível".
*Editor de mangás, Editora JBC.

Pablo Miyazawa* – juiz pela terceira do WCS
“Os participantes precisam mostrar naturalidade, espontaneidade na interpretação, muito mais do que uma interpretação caricata ou fiel do personagem. As pessoas devem agir com tranqüilidade, isso faz com que ganhem pontos com os juízes. Soa como algo falso quando o cosplayer quer ser o personagem. Por isso, ele precisa fazer uma leitura, ter conhecimento de causa. Ser cosplayer não é apenas fazer uma bela roupa ou criar uma boa interpretação, é preciso saber recriar um universo que conquiste os juízes e o público".
*Pablo é jornalista e editor da revista Rolling Stones.

Ricardo Cruz* – juiz pela terceira do WCS
“Originalidade. O cosplayer deve se diferenciar, além de ter uma fantasia legal e uma produção bacana. Particularmente, eu gosto de apresentações com humor. O cosplayer deve pensar que já existem muitos concursos de cosplay e que este é diferente".
*Redator e cantor. Membro brasileiro do JAM Project no Japão.