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YCC - Entrevistas: Leandro Jácome

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O Cosplayers.net entrevista Leandro Jácome, ganhador da vaga para a final brasileira da Yamato Cosplay Cup em Minas Gerais, no evento BH Anime Connection.

O BH Anime Connection aconteceu no dia 8 de Junho no Colégio Helena Bicalho, em Belo Horizonte, e foi palco da eliminatória para uma das vagas para a final brasileira da YCC 2008.

Leia a entrevista completa:

 

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foto por Nathália Lelis 

Nome

Nick

Leandro Cardoso Jácome
 Skald

Idade

Mora em

22 anos
Belo Horizonte / MG

Formação

Cosplayer há

Músico e professor
3 anos

Mais informações

Leandro já usou os seguintes cosplays:

  • Luigi (Super Mario Bros)
  • Sie Kensou (KOF 98)
  • Woody Cowboy (Toy Story)
  • Volrath (Magic, the Gathering)
  • Luigi (Versão Super Mário Bros 3)
  • Squall Leonhart  (FVII)
  • Vingador (Caverna do Dragão)
  • Roger Davies (Harry Potter)
  • Cedrico Diggory (Harry Potter)
  • Roy Mustang (Full Metal Alchemist)
  • Kyo Kusanagi (KOF 96)
  • Luigi (versão da fase espacial de Mario Party 2)
  • Leon Kennedy (Resident Evil)
  • Kyo Kusanagi (KOF Maximum Impact 2)
  • Chrono (Chrono Trigger)
  • Leon (Kingdom Hearts 2)
  • Silabus (.hack//G.U.)

 

Cosplayers.net: Como você descobriu o cosplay, e como decidiu participar?

Leandro: Eu descobri o cosplay em 2003/2004, vendo fotos na internet, e sempre achei uma maravilha. Em 2004 vi no AFBH [Anime Festival de Belo Horizonte] muitos cosplayers e achei aquilo o máximo. Mesmo assim nunca imaginaria estar fazendo cosplay no ano seguinte. Uma amiga minha disse que iria fazer cosplay de Koema e queria montar um grupo. Eu que sempre quis fazer o Luigi resolvi participar, e daí em diante não parei mais.


Cosnet: Como é o processo de produção dos seus cosplays? Tem algum método favorito?

L: Bom, já usei muitos métodos para fazer cosplays. O Silabus foi o primeiro que costurei eu mesmo, coisa que nunca tinha feito antes. Foi uma boa experiência. A cada cosplay que faço aprendo uma coisa nova, uma técnica diferente, um material melhor, uma costureira que sabe fazer determinada parte melhor, como luvas, camisas enviezadas, etc. Agora quanto à produção, sou eu quem normalmente faz tudo mesmo, desde a produção dos acessórios e quando necessário também o cenário e o calçado. E claro, temos amigos maravilhosos que sempre nos auxiliam e estão lá para ajudar, nem que seja só para segurar a tesoura para você.


Cosnet: O que é mais difícil para você ao montar uma apresentação?

L: Minha maior preocupação em uma apresentação é fazer com que o público que não conhece a série que estou representando entenda o que eu estou querendo mostrar. E ocasionalmente me preocupo também com alguns cenários que dão problema e são mais complicados de fazer. Mas quanto a apresentação em si, interpretação nunca foi meu problema: sempre tive a maior facilidade para fazer caras e bocas no palco.

Cosnet: Pela sua lista de cosplays, e pelo que sabemos de outros cosplayers mineiros, parece haver uma preferência por cosplays de personagens de games em seu estado. É sempre assim ou é apenas uma coincidência?

L: Uma das coisas que mais me encantam, seja em qualquer parte da vida, é quando algo ou alguém me surpreende de forma positiva com alguma coisa. E muito disso em minha vida teve relação com os games. Enfim, me identifico loucamente com os personagens, e quando acho pertinente faço cosplay deles. Games são uma coisa muito marcante em minha vida.


Cosnet: Nos conte um pouco sobre as suas atividades diárias. Como elas influenciam nas suas atividades como cosplayer?

L: Felizmente esse ano dei uma organizada na minha vida, ao contrário do ano passado, quando eu fazia muitas coisas e não conseguia fazer quase nada direito. Ainda mais porque estou no último ano de faculdade, aí junta com monografia e outras coisas. Mas desde o ano passado estou seguindo a carreira profissional que me dá mais prazer: ensinar. Por isso larguei grande parte das minhas outras atividades para fazer menos coisas, mas fazê-las bem feitas.

Até pouco tempo atrás eu era a segunda estante de flauta da concorridíssima OJMG (Orquestra Jovem de Minas Gerais), tinha uma banda de jazz, jogava no time de base de volei do Minas como meio de rede, etc. E apesar de amar essas outras atividades não pude continuar. Mas felizmente isso está sendo muito bom para mim, pois sobra mais tempo para meus outros projetos paralelos, o cosplay entre eles.

Na questão da relação entre cosplay e profissão, eu acho que é uma relação super interessante, pois tento unir ao máximo os dois. Estou regendo um grupo de sopros em uma das escolas onde trabalho, apenas com músicas de games. E também o tema da minha monografia de conclusão de curso é relacionado com games em prol da música e vice-versa. O contrário também dá muito certo, pois como trabalho com estúdio tenho mais recursos para que os áudios das minhas apresentações sejam mais aprimorados.

Cosnet: A mudança de eventos, datas e seletivas do YCC em Minas Gerais trouxe algum tipo de problema para você?

L: Bastante! Posso dizer que me senti muito prejudicado pelo cancelamento do Animinas porque tinha pintado o cabelo e feito um penteado muito trabalhoso - e caro - que no fim não serviu para nada. E também porque agora tenho menos tempo para me preparar, mas eu sobrevivo.

Cosnet: Por fim, quais as suas expectativas para a final do YCC e o cosplay em Minas?

L: Minhas expectativas são as melhores possíveis. Quero dar o melhor de mim e definitivamente honrar meu estado e meus amigos que amo tanto. Vou me dedicar arduamente para fazer algo de qualidade, e espero principalmente me divertir bastante e interagir com os cosplayers de todo o Brasil.

Quanto a Minas, espero que tenhamos nosso devido reconhecimento, e que venham para cá mais eventos de qualidade trazendo seletivas para nosso estado. Minas está cheio de maravilhas e cosplayers bons de serviço!

Última atualização em Qua, 11 de Junho de 2008 16:05